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5 curiosidades sobre MCP e agentes de IA que pouca gente comenta

5 curiosidades sobre MCP e agentes de IA que pouca gente comenta

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No primeiro post sobre MCP mostrei exemplos práticos do protocolo. Dessa vez o foco é diferente: bastidores e detalhes que não aparecem nos tutoriais de "como criar seu primeiro MCP server".

1. "Tools" é só uma das cinco peças do protocolo

Quase todo conteúdo sobre MCP fala exclusivamente de tools (funções que a IA chama). Mas a spec define cinco primitivas: tools, resources, prompts, sampling e roots/elicitation. Resources expõem dados como se fossem arquivos que o modelo pode ler sob demanda; prompts são templates reutilizáveis que o servidor sugere ao cliente. A maioria dos servidores MCP em produção hoje usa só uma fração da spec.

2. Sampling inverte a direção que todo mundo assume

O senso comum é: "o modelo chama o MCP server". Mas existe um fluxo contrário chamado sampling, em que é o servidor que pede pro cliente rodar uma geração no modelo — sem precisar da própria chave de API. Um servidor MCP pode, por exemplo, pedir pro modelo resumir um trecho antes de continuar sua própria lógica interna. É uma das partes menos implementadas da spec, mas inverte completamente a hierarquia que a maioria das pessoas imagina.

3. A Anthropic abriu um padrão e um concorrente direto adotou

Em março de 2025 a OpenAI — concorrente direta da Anthropic — anunciou suporte ao MCP em toda sua stack: Agents SDK, Responses API, ChatGPT e Codex. Não é comum uma empresa adotar publicamente um protocolo criado do zero por sua principal rival. Isso empurrou o mercado inteiro (incluindo Google e outros labs) a tratar o MCP como padrão de fato, não só "mais uma iniciativa da Anthropic".

4. Isso derrubou a API própria da OpenAI

Como consequência da adoção do MCP, a OpenAI anunciou a descontinuação da sua Assistants API, com desligamento previsto para meados de 2026. Ou seja: a empresa vai aposentar sua própria arquitetura de agentes em favor de uma construída sobre o protocolo de um concorrente.

5. O MCP saiu do controle exclusivo da Anthropic

O protocolo passou a ser co-governado através da Agentic AI Foundation, ligada à Linux Foundation, com a própria OpenAI como cofundadora. Um detalhe que passa despercebido: o padrão que "pertencia" à Anthropic hoje é mantido por um consórcio neutro — o que normalmente só acontece com protocolos maduros de infraestrutura crítica (como HTTP ou TLS), não com algo lançado há pouco mais de um ano.

O padrão por trás do padrão

O fio condutor dessas curiosidades é o mesmo: o MCP virou infraestrutura rápido demais para o hype em torno dele. Ele passou de experimento interno da Anthropic para um protocolo com múltiplas primitivas subutilizadas, adoção por um rival direto e governança compartilhada — tudo em pouco mais de um ano.